Book Designer

Desenhador de livros. Pessoa cuja profissão consiste em planear a forma, aspecto gráfico, etc. ou conceber um livro antes de ele ser feito, em especial para lhe cuidar do desenho em pormenor. (Faria e Pericão, 2008)

A book designer has to be the loyal and tactful servant of the written word. It is his job to create a manner of presentation whose form neither overshadows nor patronizes the content.
To produce perfect books, these rules have to be brought back to life and applied. The objective of all book design must be perfection: to find the perfect typographical representation for the content of the book at hand.
As for the book itself, it is the supreme duty of responsible designers to divest themselves of all ambition for self-expression. They are not the master of the written word but its humble servants.
This does not imply that the book designer’s work must be colorless or empty of expression, nor that a book created anonymously in a print shop may not be beautiful. A book designer can contribute much to the enjoyment of a valuable work of literature.
True book design, therefore, is a matter of tact (tempo, rhythm, touch) alone. It flows from something rarely appreciated today: good taste. The book designer strives for perfection; yet every perfect thing lives somewhere in the neighborhood of dullness and is frequently mistaken for it by the insensitive.
THE WORK of a book designer differs essentially from that of a graphic artist. The aim of the graphic artist is self-expression, while the responsible book designer, conscious of his obligation, divests himself of this ambition. (Tschichold, 1991)

The so-called technical aspect is, however, inseparable from the so-called artistic aspect, and therefore we do not wish to dismiss close associations lightly, with a few catchwords.
The private property aspect of creativity must be destroyed. All are creators and there is no reason of any sort for this division into Artist and nonArtist. (Lissitzky, 1926)

“Some books are to be tasted, others to be swallowed, and some are to be chewed and digested.” (Bacon, 1625)

LIVRO DE ARTE – Livro artístico. Aquele que se destina ao bibliófilo e ao esteta, em geral peça de colecção ou obra de arte, realizada com a finalidade de ser exposta em mostruário ou ciosamente guardada e considerada como objecto de valor. (Faria e Pericão, 2008)

Artists’ books are books or book-like objects over the final appearance of which an artist has had a high degree of control; where the book is intended as a work of art in itself.” (Bury, 1963-1995)

O livro de artista, é um produto quase sempre múltiplo e que põe em ação o gesto artístico de publicar. Como tal, não abre mão de atingir seu público onde ele estiver. Ele agrega à arte o conceito de mídia. Mas isso não significa que se banalize.
Como ver essa arte? Ou ainda: o que há para ler nesse livro? Não se tratava mais de apenas ler e ver, paralelamente, uma obra de colaboração, por exemplo, entre um artista e um escritor. Tratava-se de algo novo, um pouco mais que ver ou ler, uma possível oferta de novos mistérios, de novas reflexões.
Chega-se a dois artistas cotados entre os fundadores: o alemão Dieter Roth (1930-1998) e o norte-americano Edward Ruscha (1937). Talvez Roth tenha sido mais exuberante na sua produção, tanto na vitalidade criativa como na variedade formal, ou mesmo no número de trabalhos.
Livro de artista é o “livro em que o artista é o autor”.
O livro de artista stricto sensu pode ser tanto uma obra complexa como singela na sua produção formal. Mas sua fabricação será sempre finalizada com participação intensa da razão, tendo estrutura amparada por algum grau ou tipo de desenvolvimento narrativo. (Silveira, 2008)
Apesar dos princípios revolucionários que o livro de artista promulga para se distinguir do livro clássico, sendo como é símbolo de uma instituição cultural elitista, recusando os sistemas comunicativos lineares e favorecendo uma abertura a uma comunicação interdisciplinar, muitos artistas têm trabalhado sobre a narratividade, introduzindo novos valores e sistemas expressivos. (Silveira, 2008)


Tschichold, Jan. (1991). The Form of the Book: Essays on the Morality of Good Design. Vancouver: Hartley & Marks. Original edition, 1975.

Faria, Maria Isabel; Maria da Graça Pericão. (2008). Dicionário do Livro: da escrita ao livro electrónico. Coimbra: Almedina.

Lissitzky, El. (1926). Our book.

Bacon, Francis. (1625). Bacon’s Essays By Francis Bacon, Richard Whately.

Bury, Stephen Artists’ books. (1963-1995). The book as a work of art.

Silveira, Paulo. (2008). As existências da narrativa no livro de artista.

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Inês Gaspar Bacalhau Design de Comunicação nº 8045