Dashes

Dashes

One rarely finds a dash* replacing an unexpressed thought. Usually it indicates a small break, perhaps a kind of pause for reflection. Perhaps the German name should be changed: Denkpause, thought pause, instead of Gedankenstrich, thought line. Occasionally we find a dash at the end of a sentence where it serves to hide an embarrassing word or situation. If the name Gedankenstrich really fit, and if, further, a dash always concealed a thought, then one could imagine a book containing nothing but dashes. 

*German Gedankenstrich, < thought line>.

A thin, blunt line is sufficient as a rule. More specifically, the line should be as strong as the horizontal line in the letter e of the type size used. Some typesetters feel that they should use a significantly bolder line, because the one-em dash, much too long, leaves a rather disturbing hole in the type area. But a bolder line is not the answer; the shorter en dash is.

(Tschichold 1991 [1975], 133-134)

(…), qualquer fonte normal de texto inclui pelo menos três: o hífen e dois tamanhos de travessão, o travessão ene – que tem a largura de um ene (meio eme, M/2) – e o travessão eme — com a largura de um eme (dois enes). Um travessão numérico e um travessão ene e um travessão de três quartos de eme às vezes são igualmente incluídos; os travessões de um terço de eme são igualmente incluídos; os travessões de um terço de eme são mais raros.

(Bringhurst, 2005 [1992], 91)

Hyphens and dashes are confused to the point that they are now used almost interchangeably by some. Some fonts, such as Adobe Garamond Pro, retain hyphens in their original form; those hyphens look more like the diagonal stroke of a calligrapher’s pen than a straight horizontal line.

(Kadavy, 2011)

Hy­phen

Sinal gráfico (-) utilizado para ligar os elementos de palavras compostas ou deri-vadas por prefixação, unir pronomes átonos a verbos e separar uma palavra em duas partes no fim da linha; o seu emprego resulta de uma convenção. Tirete. Traço de união. Risca de união.

(Dicionário do Livro 2008)

The hyphen connects two things that are intimately related, usually words that function together as a single concept or work together as a joint modifier (e.g., tie-in, toll-free call, two-thirds).

(The Chicago Manual of Style,1906)

Os Hífens já foram mais subtis e variados do que tendem a ser hoje. O hífen era originalmente um simples traço da pena, normalmente o traço mais fino que podia ser obtido com a pena caligráfica, em um angulo de 20º a 45º acima da horizontal. Para distinguir o hífen da virgula(…), ele era frequentemente dobrado, como um sinal de igual subindo montanha acima.

Muitos tipógrafos renascentistas preferiam usar o hífen inclinado como o itálico e o horizontal romano. Outros mesclavam-nos a esmo — uma das várias técnicas usadas então para dar um toque de variedade caligráfica à página tipográficaa.

Na maioria, os hífens hoje em oferta são curtos, ásperos, grossos e perfeitamente horizontais, como se viessem refugiados de uma fonte Helvetica.

Algumas poucas alternativas ao insosso hífen horizontal ainda estão em circulação, e vale a pena surrupiá-las para oportunamente utilizá-las e outros tipos. (…)

Os hífens já variaram consideravelmente em comprimento mas a maioria agora obedece ao padrão de um quarto de eme. às vezes um hífen mais curto é melhor. Alguns dos económicos hífens holandeses de Gerald Unger e de Martin Majoor não medem mais do que um quinto de eme.

É melhor deixar os  hífens de final de linha salientes à direita da margem direita, (…). Essa era uma prática comum entre os escribas, que faziam isso com facilidade, mas sua emulação no metal é muito tediosa. A tipografia digital volta a torná-la potencialmente fácil – (…). 

(Bringhurst, 2005 [1992], 89–91)

Tschichold, Jan. 1991. The Form of the Book: Essays on the Morality of Good Design. Vancouver: Hartley & Marks. Original edition, 1975

Bringhurst, Robert. 2005 [1992]. Elementos do Estilo Tipográfico. COSAC NAIFY: São Paulo

Kadavy, David. Agosto de 2011. Mind Your En And Em Dashes: Typographic Etiquette. Smashing Magazine. (http://www.smashingmagazine.com/2011/08/mind-your-en-and-em-dashes-typographic-etiquette/)

Faria, Maria Isabel & Pericão, Maria Graça. 2008. Dicionário do Livro. Edições Almedila, SA: Coimbra.

1906. The Chicago Manual of Style. University of Chicago Press: Chicago.

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